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Dos 123.761 médicos com endereço em território paulista e em atividade, 55,3% são homens e 44,7% são mulheres. Apesar da maior presença masculina, o que se vê é uma rápida feminização da categoria, tendência que se observa igualmente nas nações desenvolvidas e no conjunto do Brasil. Em apenas 9 de 34 países industrializados observados, o número de mulheres no mercado de trabalho é maior que o de homens.
No grupo de até 35 anos de idade, as mulheres já são maioria entre os médicos paulistas, com 54,0% do total (Tabela 1). Na faixa mais jovem, com idade inferior a 25 anos, elas já representam 58,1%. Em 2014, médicas nessa faixa eram 56,2% (DMB 2015).

Tabela 1. Distribuição de idade dos médicos segundo sexo

 MASCULINO(%)FEMININO(%)TOTAL
Total6845255.35530944.7123761
<25 anos139241.9192858.13320
25 - 30 anos925144.91134055.120591
30 - 35 anos936447.91019052.119554
35 - 40 anos813453.1717946.915313
40 - 45 anos595552.2546247.811417
45 - 50 anos570153.7491446.310615
50 - 55 anos664657.3495242.711598
55 - 60 anos687461.8424738.211121
60 - 65 anos706869.9303730.110105
65 - 70 anos537377.7153822.36911
70 - 75 anos269483.852216.23216

Entre os profissionais de 35 a 55 anos, os homens dominam, com cerca de 55,0%, passando dos 60,0% nas idades acima.

Uma maior presença feminina entre médicos mais jovens é resultado do aumento de mulheres entre os formandos de Medicina.

Em 2006, o número de mulheres que obtiveram registro no CRM paulista empata com o de homens. Antes desse ano, as novas médicas representavam menos de 50%. A partir daí, a tendência é de crescimento, chegando a 54,5% em 2014 e 52,2% no ano seguinte.

Em 1980, entre os novos inscritos no Cremesp, as mulheres representaram apenas 31,41% (Demografia Médica no Estado de São Paulo). De lá para cá, em 35 anos, presença da mulher entre novos médicos cresceu 66,19%.

A Regional de Araçatuba, DRS 2, é o departamento com maior presença masculina, com 66,0% de médicos. Em segundo está a de Sorocaba (DRS 14), com 65,5% de homens, seguida de Franca (DRS 8) com 65,1%; Registro (DRS 12), com 64,9%, e Araraquara (DRS 3), com 64,3% de homens. Em todas as regionais, os homens são em maior número.

Na outra ponta, entre as cinco regionais com maior proporção de mulheres médicas estão a Grande São Paulo (DRS 1), com 47,4%; Taubaté (DRS 17), com 44,9%; Campinas (DRS 7), com 44,9%; a Baixada Santista (DRS 4), com 43,9%; e Presidente Prudente (DRS 6), com 43,8% de mulheres.

Entre a regional com mais mulheres (Grande São Paulo, 47,4%) e aquela com menos (Araçatuba, 34,0%), a diferença é de 13,4 pontos percentuais.

No conjunto do estado, 55,1% dos médicos são homens e 44,9% são mulheres.